Pé – Aula 01

:: Pé – Análise do pé e das condições dolorosas que o afetam

por Diego Carlos Marquete

O pé humano é uma unidade complexa, composta de vinte e seis (26) ossos, capaz de sustentar o peso  do corpo em posição bípede e transportá-lo a qualquer  terreno. Dos vinte e seis ossos, quatorze (14) são  falanges, cinco são metatársicos e sete são ossos társicos, dividindo o pé em três segmentos funcionais, posterior, anterior, e segmento mediano.

O pé é um dos segmentos anatômicos de fácil avaliação através da visualização, palpação ou através da movimentação passiva.

Patologias ligadas ao pé geralmente resultaram dor, dificuldade ao andar e marcha desajeitada. Ao se avaliar a dor gerada no pé deve-se examinar se a mesma é desenvolvida ao caminhar ou parada, com o paciente sustentando o peso do corpo. A isto denominamos dor dinâmica e dor estática.

 

A maioria das condições dolorosas do pé se originam nas partes moles, músculos, ligamentos, tendões, nervos e vasos sanguíneos.

Se o paciente queixar-se da presença de dor, único critério subjetivo que caracteriza uma anomalia no pé, esta deve ser indicada pelo mesmo quanto a sua localização e relatada sua relação com movimentos ou atividades. O local da dor denota o local anatômico do distúrbio e o exame revela a causa.

A amplitude de movimento do tornozelo é outro tópico a ser avaliado com os pés descalços. A flexão plantar e a dorsiflexão são testadas com o joelho estendido e flectido. uma amplitude normal do tornozelo permite 20º de dorsiflexão e 50º de flexão plantar a partir da posição neutra. A musculatura dos gastrocnemios é ativada com o joelho estendido e relaxada com a flexão do joelho. A flexão do joelho facilita a amplitude de movimento do tornozelo. Limitações na amplitude de movimento do tornozelo indicam problemas na articulação ou ligamentos ou contraturas dos músculos sóleo e gastrocnemio.

A dor no pé ocorre principalmente nos tecidos moles extra articulares e extra esqueléticos, inclusive músculos, nervos, tendões e ligamentos. Os traumas provocados nesses tecidos moles podem ser de origem esquelética, articular e neuromusculoesquelética. Os mecanismos alterados, causadores de dor e disfunção do pé e do tornozelo exigem a análise da anatomia funcional.

O tratamento adequado instituído às dores no pé é proposto quando determinado o local de dor articular e o tecido mole afetado como no mecanismo das condições dolorosas dos artelhos, que envolve as articulações, suas cápsulas, ligamentos e superfícies cartilaginosas, um quadro em que é pertinente o alinhamento das falanges.

Os segmentos espinhais envolvidos, tanto sensoriais como motores no pé são L-4, L-5, S-1 e S-2.

:: Princípais Síndromes e alterações causadas por distúrbios do pé

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