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Crônicas de um terapeuta manual sobre dor Lombar

Diego Marquete



“Simplicidade é a maior sofisticação!” Leonardo Da Vinci


Meu paciente ligou queixando-se de dor lombar. Há dias o lado direito pesava tanto que era difícil caminhar, acordava cansado, não conseguia manter uma postura de extensão de tronco em sua cadeira de escritório e a dor o limitava nas atividades de lazer que ele adorava. Já não ia ao yoga, pedalar era um fardo e sair com o cachorro grande o aborrecia, pois o pobre bicho - preso pela guia - arrastava o dono na tentativa de correr de encontro a qualquer borboleta.

A dor nas costas, episódio recorrente foi se agravando com a idade. Por fim, a dor aparecia e desaparecia em razão do paciente ficar até três semanas sem muita ou nenhuma intervenção. Por último, ela irradiava no sacro, na porção inferior das nadegas e lateralmente ao longo da crista ilíaca e região da articulação do quadril.

A dor era mais proeminente nas semanas que ele trabalhava por maior tempo, passando longas horas sentado ou quando ele dirigia sem paradas para o sítio, distante 3h da cidade, num local de paz e sossego, que o faziam esquecer do ambiente de trabalho, aonde passou mais de 20 anos de sua vida e agora, prestes a se aposentar despertava sentimentos de estresse e angústia.

Já na sala de atendimento, ele relatou que a dor diminui na extensão e era fortemente sentida ao final do movimento de flexão da coluna e ao girar. Trabalhamos no tatame em decúbito lateral, primeiramente afastando as vértebras para relaxar os tecidos da região do quadrado lombar e inervação, seguida de pressões de antebraço na origem e inserção do músculo quadrado lombar e após pressão do polegar e de cotovelo em quatro pontos gatilhos, envolvidos segundo o pioneiro no estudo dos pontos gatilhos, Raymond Nimmo, em 80% das dores lombares:

· Rente à L2 e L4, pontos que irradiam dor para o sacro e prega glútea respectivamente e distante três dedos da coluna sobre a crista e abaixo da última costela, pontos que irradiam dor para região da articulação do quadril e acima da crista.

Após isso, pressões de palma e antebraço em glúteo e membro inferior, para reduzir os sintomas de desconforto e dor nos tecidos ao redor. Finalizado isto, me posicionei à frente e lateralmente ao seu quadril, como em posição de zazen, com a perna superior do paciente cruzada em frente ao meu abdômen, joelho flexionado em 90º.

Com a ponta dos dedos, os ligamentos iliolombar e sacroilíacos foram palpados, círculos e tração no sentido latero-lateral, auxiliaram a liberar os ligamentos envolvidos em 30% das dores lombares, segundo o mencionado autor acima. Após isso, a terapia seguiu em trabalhar e preparar os tecidos para realizar extensões. Extensões estas, recomendadas ao paciente em sua prática domiciliar. Nada tão sofisticado, técnicas simples, passivas e ativas, que trouxeram melhora ao paciente, o qual à tarde ligou para dizer que estava tão bem, que iria praticar seu yoga.

A educação do paciente é fator principal em sua recuperação. Sabemos segundo estudos, que o auxílio de técnicas passivas, importante terapia complementar na recuperação da dor lombar, representa 30% do tratamento de nossos pacientes. Os outros 70%, são exclusivamente do paciente, ilustrados na educação postural, diminuição dos fatores de risco, trabalho físico e terapias mentais.


Estudo:

O texto nos apresenta dados para anamnese do paciente. Como os fatores de risco, preferência de direção dos tecidos, dados que possibilitam identificar quais tecidos estão em sofrimento e o porquê dos tecidos citados. Vamos conversar e entender isto? Deixe seus comentários e traga o assunto para nossa live de amanhã. 21h no instagram! Abraços Khob Khun Krap

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